sábado, 21 de julho de 2007

Vontade

Deu vontade, deu tempo, deu um pouco de tudo.

Mais de dois meses parado. O Blog, porque eu não parei. Também não vivi muito.

Trabalho, trabalho, que tanto gosto e que alertam que um dia vai me prejudicar.


Escolhi, escolho, prefiro.

E quando me esgoto, vou para o meu sofá verde em casa, onde a chitara me recebe dando voltas de 360º em torno dela mesma.

E onde me aconchego, mesmo não achando o sofá mais confortável do mundo. Importa que eu e a Chelle, mesmo grandalhões, cabemos direitinho e nos esquentamos no inverno. Vendo algum seriado em DVD viciante, claro. Ou vendo um DVD que a gente não cansa.

Por falar em cansar, cansei.

Vou mesmo gostar daqui agora. É mais divertido.
Vou gostar, mesmo achando esse povo barbeiro e a cidade meio parada. De que adianta, se eu não tenho lá muito tempo pra correria dela?
Já consegui bastante encrenca e alguma coisa boa em seis meses. Mas as boas compensam, sim.

Tenho saudades absurdas da minha família. De amigos com quem conversava madrugadas a fio. De amigos que nem sabem o quanto são importantes para mim. E sinto saudades também gente que não falo ou vejo há meses. A saudade me corta por dentro como uma lança fere um guerreiro no peito, mesmo que ele use armadura.

Tenho saudades de andar na praia sem pressa e com alegria, quando ela está vazia. Sozinho, ou de mãos dadas, desde que a companhia seja boa. Saudades de ir a alguns mesmos lugares e pensar, "que bom, isso continua igualzinho". E muita, muita vontade de desbravar um bocado de coisas ainda.

Tenho saudades da infância. Mesmo ela sendo meio solitária em muitos momentos. E mesmo eu querendo ser logo adulto para querer usar gravata. Cresci, e não uso. Só em alguma ocasião muito fina. Nessas que a gente acaba dançando wiski A go-go.

Mas tenho, também, a minha vida nas minhas mãos. E apesar de todas essas saudades gostosas, eu sei o que estou fazendo com ela. E estou feliz. Quem está ao meu lado, e no meu coração, faz meu sangue correr quente e tranqülizante ao mesmo tempo.

Escolho ser feliz.
E agora, escolho aqui.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

O Dia é hoje!

Do 18 eu gosto, porque soma 9, meu número favorito. É recomeço, reciclagem, e também uma espécie de limite, de topo. É a união do começo com o quase-fim, o quase lá.

Maio é o mês das mães, da mulher,do trabalho, e do aniversário de pessoas que gosto muito. Mês de taurinos, que só são teimosos com que teima com eles (risos). Do coração bom e grande, mas justo.

Juntando os dois, só poderia dar coisa boa! O 18 de maio não é o dia do índio, mas é da minha índia (haha). Eu não sei como ela consegue reunir, nesse corpão, tanta doçura, ironia, inteligência e ingenuidade.


É fascinante quando ela usa as roupas de
reuniões sérias, mas solta uma piadinha interna de quem tá num bar que não é da “via gastronômica”. Quando ela sorri por nada, quando fica braba com as imitações, como se satisfaz fazendo cócegas, e como se desespera quando a gente reage da mesma maneira: “eu posso, tu não”.


Abraça gostoso, beija melhor ainda, e consegue reduzir os problemas que nem são dela com uma facilidade incrível. É mais tagarela do que eu (ohhhhhhhhhh!) e suporta algumas das crises mais sem nexo que tive nos últimos anos. E claro, minha fornecedora de conteúdos neo-áudio-visuais.

É uma jornalista brilhante, uma amiga confiável e uma namorada daquelas que a gente fica procurando defeitos grandes, mas não encontra.

Diz que não é paciente, mas pra mim parece. E diz que nunca a vi braba de verdade. Bom, eu juro que tento, provoco, pentelho, fico rindo, mas nada de ela embrabecer.

Lindona, feliz aniversário! Tô feliz por esse dia, e por poder passar esse e tantos outros contigo! Te adoro!

Um beijo do tamanho da minha admiração!

* E fica tranqüila que é apenas uma coincidência ser hoje, também, o dia mundial da luta anti-manicomial! Rsss

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Inteligência Espiritual


Voltei de ré na descida da montanha russa, apenas algumas horas depois do foda-se.
Fez (fiz) bem.

Encontrei isso no portal da Folha de S. Paulo.
Uma pequena editada, pra não perder o instinto jornalístico.




O ESPÍRITO INTELIGENTE


Psicólogos, filósofos e teólogos identificam competência do homem para refletir sobre a existência para dar sentido à vida Durante muito tempo, o mundo viveu uma verdadeira obsessão por testes para medir o quociente de inteligência (QI), baseados na compreensão e manipulação de símbolos matemáticos e lingüísticos. Nos anos 90, descobriu-se, no entanto, que QI elevado não era sinônimo de sucesso. Para se dar bem na vida, era preciso ter também inteligência emocional (QE), ou seja, ter autoconhecimento, autodisciplina, persistência e empatia.
Agora, o que psicólogos, filósofos e teólogos estão dizendo é que QI e QE podem trazer crescimento profissional e financeiro, mas, para ter paz interior e alegria, o ser humano precisa ter também inteligência espiritual. Precisa ter capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e de lidar com os problemas existenciais que surgem em momentos de fracasso, de rompimentos e de dor.
"Do contrário, por que tantas pessoas inteligentes e sensíveis às necessidades dos outros sentem um vazio em suas vidas?", pergunta a psicóloga e filósofa americana Danah Zohar, autora do livro "Inteligência Espiritual", e formada na Universidade de Harvard e no MIT (Massachusetts Institute of Technology), Zohar descobriu a importância da inteligência espiritual como consultora de liderança estratégica para grandes empresas como Shell, Philip Morris e Volvo.

"Eu estava falando com um grupo de executivos bem-sucedidos, e um deles, com
cerca de 30 anos, disse que tinha um alto salário, uma família legal, mas
sentia um buraco no estômago. E todos os outros fizeram um gesto com a
cabeça, concordando com ele", contou Zohar.

O consultor de relações humanas e comunicação João Alberto Ianhez, que desde 1999 já deu cursos sobre inteligência espiritual para funcionários de cerca de 20 empresas brasileiras, diz que o materialismo e o egocentrismo do mundo moderno provocaram uma grande crise existencial.
As pessoas passaram a buscar a felicidade em bens materiais e não conseguem mais encontrar um sentido para suas vidas. "Elas estão caminhando em busca do nada", comenta. É em situações como essa que a inteligência espiritual, segundo os especialistas, tem um papel importante.
"Ela nos permite encontrar um senso de propósito e direção", garante o rabino Nilton Bonder, que acaba de lançar o livro "Fronteiras da Inteligência, a Sabedoria da Espiritualidade". O rabino ressalta, no entanto, que inteligência espiritual não tem nada a ver com religiosidade. Muitas pessoas religiosas, segundo ele, têm uma sabedoria espiritual baixíssima porque buscam na religião apenas certezas e "salvação"; não percebem a importância do questionamento.

A inteligência espiritual, também chamada de QS (do inglês "spiritual quocient"), é a inteligência que leva o ser humano, segundo Zohar, a criar situações novas, a perceber, por exemplo, a necessidade de mudar de rumo, de investir mais num projeto ou de dedicar mais tempo à família.
Enquanto o QI resolve primordialmente problemas de lógica e o QE nos ajuda a avaliar as situações e a reagir a elas de forma adequada, levando em conta os próprios sentimentos e os dos outros, o QS nos leva a indagar, de início, se queremos estar nessa situação, se o nosso trabalho, por exemplo, está nos dando a satisfação de que necessitamos ou se essa é a vida que queremos levar.
"Nós usamos a inteligência espiritual quando nos sentimos num impasse, quando enfrentamos as armadilhas de velhos hábitos ou quando temos problemas com doenças ou sofrimentos. O QS nos mostra que temos problemas existenciais e nos aponta os meios de resolvê-los", explica Zohar.

PROVAS CIENTÍFICAS
Embora a expressão inteligência espiritual só tenha surgido na virada do século, a necessidade humana de encontrar um sentido mais amplo para a vida acompanha o homem desde o seu surgimento, afirma Zohar. A novidade é que alguns cientistas americanos estão começando a encontrar evidências de que o cérebro humano foi programado biologicamente para fazer perguntas como: "Quem sou?", "Por que nasci?", "O que torna a vida digna de ser vivida?".
No início dos anos 90, o neuropsicólogo americano Michael Persinger e, mais recentemente, em 1997, o neurologista Vilayanu Ramachandran, da Universidade da Califórnia, identificaram no cérebro humano um ponto chamado de "ponto Deus" ou "módulo Deus", que aciona a necessidade humana de buscar um sentido para a vida.
Esse centro espiritual localiza-se entre conexões neurais nos lobos temporais do cérebro. Escaneamentos realizados com topografia de emissão de posítrons (antipartícula do elétron) mostraram que essas áreas se iluminam toda vez que os pacientes discutem temas espirituais ou religiosos.
Essa atividade do lobo temporal tem sido ligada há anos às visões místicas de epilépticos e de usuários do alucinógeno LSD. Mas a pesquisa de Ramachandran mostrou, pela primeira vez, que o centro espiritual também está ativo nas demais pessoas. O "ponto Deus" mostra que o cérebro evoluiu para fazer perguntas existenciais, para buscar sentidos e valores mais amplos, diz Zohar.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Redondo dentro do quadrado

Deve ser meu sub-consciente gritando, virando super-escancarado consciente. “Não vou me adaptar”, canta o Nando Reis, depois do dedão no repeat. Não é a barba. Foi o sono com sonho, daqueles que a gente passa a noite correndo ou brigando, e acorda podre de cansaço.

NÃO VOOOOOOOU ME ADAPTAAAAAAAAAAAAR. É, e os terapeutas que dizem que a gente interioriza. Mas como assim, se o troço já vem de dentro? Não, não entendo. Vai ver, parei de estudar psicologia por isso.

Sabe quando chega? Mas chega de ir, não de se aproximar. É, isso, aquele de cheeeeeeeeeeeeeeeeega. Pois então, chegou chegando. Tô que nem piloto depois da altura ideal. Liguei o piloto automático. É o jeito, pra não surtar, ou pra não ter mais de 3 surtos por dia.

Então, como já reclamei pra tanta gente e já externei parte da minha irritação, eu só quero dizer um Foda-se, mas um foda-se com o dedão carcado, com luzes de emergência e água jorrando do teto, com bombeiros e fogo, e pedaços de concreto, aço, com corações sendo retirados direto, sem precisar de crematório.

Um foda-se a tudo que eu abomino, que lutei e ainda vou lutar para mudar, mas hoje não quero saber. Vou entrar num sono profundo, vou continuar dentro dos tapumes, que agora são paredões. Ficarei inerte aos sons, especialmente aos que me irritam e são pronunciados por humanos. Haverá apenas trilha sonora, e ela não se repete como nas rádios de internet.

Um foda-se pra lá de feliz – só pra provar pra mim mesmo que eu sou não estou tão ranzinza assim.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Shhhhhhhhht!

Acordei em silêncio.
A minha respiração parecia mais ofegante.
O coração tava forte, mas preguiçoso
Eu tenho um estetoscópio embutido? Arram, tens, ô aberração.

Nenhum carro, um ou outro passarinho.
Eram bem-te-vis. Tavam no maior papo.
Voltei pra infância. Eles cantavam lá na casa "velha" também.
Aquela de tábuas pintadas de branco e janelas azuis - com grades nas salas.
A mesma que quando eu tava puto da cara, no auge dos meus 5 ou 6 anos, dava coice (isso!) na parede. Ainda escuto o barulho de tábua e ferro.
Ah, mas eu chutava devagar, pq tinha medo de derrubar o lado inteiro.
Imaginava que os grandes pregos que a sustentavam ficariam tortos
E os vizinhos achariam estranho a casa aberta do lado que ficava virado pra rua.

Os bem-te-vis continuam cantando.
Mas eu, finalmente, derrubei as paredes. As minhas.
Mas não sou tolo, não. Coloquei tapumes ao redor.
Só entra quem eu deixo, e na hora que eu quero.
Tem um cão de guarda e uma placa de afaste-se bem grande.

Parei pra uma aguinha nas obras.
Bom pra mim.
Plim-plim!

segunda-feira, 12 de março de 2007

Zero?

Comecei do meio. Nem sei quando vem o final.

Vâmo fechar, vâmo fechar!
Que senão o leitor de Wittmarsum não recebe o jornal.
É uma conversinha que a gente sempre repete.
E repete.


Se soubessem o quanto a gente corre atrás do jornal de ontem pra manter a cartola do assunto. Afinal, o leitor vai perceber que padronizamos e usamos durante quatro dias "Papai Noel no Congresso Nacional".

NOTA: Cartola, também conhecida como chapéu, avisa sobre o que se trata: saúde, tragédia, eleições, futebol de botão, pentatlo, pentateuco.

Falando em nota: aquela de canto era seis vezes maior do que saiu. Mas entrou um anúncio safado no meio da página, e o texto lindo virou um registro.

Também quebramos a cabeça pra fazer caber um inconscitucionalicimanete onde só tem espaço para um "Cão", sem as aspas. E o -345 não resolve.

A gente também não sabe se cerca, se só põe cinza. Se recorta a foto ou joga pra dentro da arte.

Depende se a foto dá no corte. E também não pode abrir, porque tá com nove de base, e a gente precisa se quinze.

Ferrou. Entrou o cara da CTP!
Atrasamos, atrasamos, atrasamos minha gente!

Quem mandou deixar as espelhadas cor pra trás? É que o texto não veio como a gente esperava
Voltou da revisão! Já foi, já foi! O xízinho já vai aparecer.Ufa (super simbólico)

Que bom que sempre dá tudo mais ou menos certo.
Bem-vindo à Redação do jornal.


Logo mais, nas bancas, por R$ 1,50Se o entregador de Wittmarsum não empombar.
Um dia, o meu de Tubarão rateou. Conto depois. Não muito depois.

Mas eu precisava saber que tinha gente com piriri dos brabos lá para os lados de Xaxim.

Atchim!