quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Quarto errado

Acho que, afinal, encontrei um sentido para este blog. Publicar histórias engraçadas, cabreiras e absolutamente verídicas. 
Coisas de trabalho, coisas que a gente escuta no carro.
Claro, nem sempre vou contar quem é o autor da façanha.

Lá vai uma:

Verão do início dos anos 2000. Galerinha. Um que dorme na casa de outro, que chama mais não sei quem pra sair, e acaba ficando esparramado na sala. Casa cheia. Alugada, claro.

Nosso herói já tava embalado na balada. Curtiu, bebeu, beijou. E se perdeu da galera. Com homem tem mais aquele esquema de "ah, deixa o cara, se deu bem, ele sabe como chegar". Ainda mais se o botequinho é meio perto de casa.

Cinco da matina, bebaço, chegou no predinho de quatro andares. Subiu as escadinhas do térreo e foi logo fazendo o que estava combinado. Entrou pela sacada do apê, que estaria só encostada. Olhou aquela meia dúzia de colchões na sala, não deve dúvida. Estava a salvo. Tirou calça, camisa, sapato, relógio. Se jogou num cantinho de colchão. Mal se cobriu.

Quando acordou, já perto do meio dia, foi o maior cagaço. Só não sei se dele ou das pessoas que estavam ao redor. 

- Que merda é essa? 
- Quem é essa vó com essa canga horrorosa?
- E essas crianças?
- Cadê a minha calça, caralho?

A familiarada se reuniu ao redor do dorminhoco. O que tinha cara de paizão fez o óbvio.

- Cara, quem é tu?
- Quem são vocês?!!?!? Cadê todo mundo?

Descobriu, segundos depois, ainda tentando se enrolar no lençol, que tinha pulado a sacada errada. Se vestiu, pediu desculpas, e ainda tomou um gole de café.

Saiu pela porta, deu dois passos, e entrou. Outro vuco-vuco. Queriam saber onde o jaguara tinha se enfiado. 

- Dormi aí do lado...

Na praia e no boteco ele foi de novo. Mas naquele prédio, não voltou foi nunca mais.

3 comentários:

Raquel Stüpp disse...

ahahahahhahha


opaaaa, enganinho hein?

Margrit disse...

Olha, poderia ter sido pior... melhor não imaginar!

Cíntia Teixeira disse...

E aí, loirão? Vi seu nick com o endereço do blog no msn (viu como usamos siglas e expressões cibernéticas?) e resolvi visitá-lo. Percebi que a preguiça estava te mantendo longe deste endereço, mas é isso, mãos a obra, não esmoreça jamais. E já aproveito pra convidá-lo pro velho e rosado Imediatas. Passa lá, será sempre bem-vindo. Beijo.