
Madrugada, meia dúzia de taxistas conversavam no ponto.

Eram umas cinco da manhã de ontem, sexta. Eu tinha acabado de sair do boteco. Tava um frio que não fazia meses. Chuva, vento frio.
É curioso como uma obrigação pode virar diversão. Mesmo em situações aparentemente bobas. Como essa:Realmente não tenho muita paciência para academia. Ao menos desde que saí de Piçarras. Lugar pequeno, pessoal bacana, donos-professores gente boníssima.
Agora não. Muita gente, horário ruim (mesmo que seja a hora que der), exercícios que me dão sono. E vontade de ir praticamente só na quarta-feira, quando tem jogo bom na TV, quando a gente está na esteira.
Enrolei, fiz que ia e não fui, até que mandei arrumar a bicicleta. Não a minha, porque a que eu tinha roubaram no meu antiiigo prédio e tiveram a cara de pau de me deixar uma muito da podre.
Prejú no bolso pra arrumar a magrela. E a barriga nada de sumir. Primeiro passeio. Uma morrebinha. Cheguei esbaforido no bairro Iririú, só uns quatro ou cinco quilômetros do meu apê. Ainda pedalei, na chuva. E me senti esperto porque fiz uma gambiarra para o MP3 ficar pendurado. Graaaaaande coisa!
Andei mais uns dois dias. Até o centro. Parada no shopping pra comer. Volta. Arruma mais a bike. Coloca outro descanso, dá um banho esfregando tudo. Quebra o selim, arruma. Põe retrovisor.
E não é que comecei a curtir? Eu, a bike e o vento.
Acho que o bom é não ter pressa. Como disse um amigo meu, pedalante profissional. "É o tempo ideal. A pé não dá, e de carro tu não percebe nada". Ainda que sutilmente, transgride-se. Uma contramão muito bem-vinda, que evita a subida e ainda serve atalho.
Dane-se a calçada, é só empinar a roda da frente. E dependendo da hora e lugar, eu vou muito mais rápido que os carros. Que realmente não tão muito aí pros bicicleteiros e ciclistas. Qual a diferença? Eu sou bicicleteiro. O Márcio May é ciclista. Somos quase dois extremos. Tem gente que não concorda muito com a minha classificação, "pejorativa". Só podem ser bicicleteiros que nem eu, né?
Agora que venho e vou para o trabalho de bike quase todo dia (e sem cansar!), ainda me surpreendo e me curto o que vejo e percebo. Como passei tantos anos sem isso? Não é tudo que deveria fazer. Mas já ajuda um pouco.
Nem precisa fazer piadinha. Eu mesmo me encarrego disso: pedala Rodrigo!

Para uma segunda-feira de trabalho, um trecho de um livro que gosto muito:"Você poderia ter escrito tudo isso usando um potente telescópio, de Marte ou da Lua. Está tudo muito bem escrito, isento, neutro, claro, objetivo. Mas está tudo incolor, inodoro e insípido. Certinho demais. Você precisa botar cheiro nisso, sentimento, emoção. Você precisa mostrar para o leitor que você estava lá dentro, ao lado do caixão do Peron, no meio das pessoas que choravam".

Depois de levar um monte de porrada, o japaboy manda a Kilza pra terra das bruxas cinzas.
O profeta Edin também morre. Jaspion ficou putasso!
E mata (de vez) o McGaren. Por quê não tinha Youtube naquela época? Teria me poupado muito tempo!!!
BÔNUS:
Entrevista INÉDITA com os atores principais. Valeu, "Iutubiú".
No dia em que achei que o meu fundo de investimento tinha me garfado uma grana, Acabei arrumando outro problema: esqueci minha pasta de contas no banco.
Por aí, encontrei um caco do passado da Mônica Veloso. A minha (argh) colega de profissão que vai sair peladona, depois de tirar a roupa e a máscara do Renan Calheiros. Já não bastasse Tiazinha e companhia com esse papo de estudar jornalismo, moniquinha já era dessas?