quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eurotrip, PHT 01

Nem saí do Brasil ainda e já tô com uma uruca.

Meu voo da TAM que era pra Congonhas foi cancelado, ontem à noite (quarta, 14/apr). Tive que vir pra Guarulhos e esperar o onibus quase uma hora.

Hoje vim bem cedo pra Guarulhos (Check in até 17h, cheguei 14h40). E pode ser que meu voo pra Paris simplesmente não saia!

Um maldito Vulcão explodiu na Islândia e já fechou três aeroportos. O de Paris tá pela boa. Ainda não confirmaram o voo.

E se não confirmarem?

Bom, talvez eu consiga ir amanhã. SE tiver vaga no voo. Mas, como é causa natural, a TAM não dá aconmodação nem porra nenhuma. Ou seja, posso ter que dormir aqui, agarrado na mochila.

Então, quem não tá de olho gordo (tá cheio hein?) que torça por mim para que eu consiga embarcar! Vai dar certo. É só pra dar emoção!

Que sorte que lá a maioria das minhas viagens são de trem!

Pensamento positivo !!!

Caramba, como é que vou falar com o Felipe? Ele tava na Coréia e também esperando o voo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Euforia Europeia

Não sei onde exatamente postar. Importa é deixar registrado o sangue correndo a 45 graus nas veias e em cada capilar. A euforia das férias, 48 horas de Paris, me leva a um embriaguês sem álcool nem estribeiras.

Daquelas de pular dentro de casa, só imaginando a música, os cheiros que nunca senti, as falas que parecem zunidos - e o são.

Não me importo de me perder, mesmo sabendo que isso é possível e provável.

O mundo que vai aparecer pra mim agora é o meu, que de alguma maneir eu sempre quis. Eu vou conquistá-lo com minhas forças, economias, com o meu tesão pelo planeta.

Danço sozinho, canto acompanhado das vozes que me assopram os ouvidos

Vou encontrar um dos meus melhores amigos na metade do planeta. Cada um viaja meio mundo pra fazer tudo isso acontecer de fato e direito. Que coisa maluca esse destino que nos colocou no Brasil e na Austrália. E agora, meio carecas e pançudos vai nos mandar para Barcelona, Paris, Amsterdã, Roma....

Como é bom me sentir tão vivo, tão intenso, inconsequente até.

Como é bom ver os sorrisos sinceros das pessoas que me gostam e sabem como sonhei com isso.

Vai ser a viagem da minha vida. Já é. E estou curtindo cada milisegundo.

Que eu tenha tempo e vocação para transcrever tudo isso.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Reaprendendo

Para ficar no embalo desses momentos de reflexão. Me sinto quase publicando um powerpoint daqueles de listas. Mas não vou deixar de registrar.

Tõ legal, não tô triste. Só ando emotivo e abrindo caminho por mim mesmo :)



terça-feira, 23 de março de 2010

Na hora certa

Curioso como tem filmes e situações e músicas e tantas outras coisas que nos atingem em cheio, dependendo do momento da vida.

Uma boa metáfora:


sexta-feira, 12 de março de 2010

Davi fora da caverna

Na praia, hoje de manhã, comentei com o Rogério K., colega de trabalho e amigo aqui de Joinville.

- O filho da Luciana Zonta é um cara sortudo. E vai ser um ser humano muito legal, pode esperar.

Era a engrenagem de um papo que nós - eu e Rogério - sempre gostamos. Como as pressões sociais/formais podem nos fazer infelizes. O quanto a gente confunde responsabilidade com infelicidade.

E como isso costuma mesmo rolar, com gente de todas as idades. Tudo certo, carro, família, casa, e o cara, assim, despiroca. Resolve ser ele. Ou antes disso, descobrir quem ele é de verdade.
Uma conversa que já foi parar no Mito da Caverna, de Platão.

Voltando ao Davi e à Lu:

Por incrível coincidência, o galeguinho está completando 1 ano hoje. É fofo e já viveu muita coisa que, de alguma maneira, vai refletir no que ele será.

Eu reproduzo aqui um trechinho do post da Lu no blog Cria na Estrada assinado há três meses por ela e pela Caroline Cézar, que eu não conheço, mas já gosto pelo jeito mãe de ser:

Há um ano Davi é crianaestrada. Ficar parado não é com ele. Em 365 dias, Davi já fez um pouco de tudo. Já tomou banho de mar, de piscina, de rio, de cachoeira. Já foi para longe e para perto. Já fez carteira de identidade, já saiu do país, viajou de carro, avião, navio, metrô.

Em um ano, Davi já pisou na grama, na pedra, na areia da praia, no asfalto. Já olhou por-do-sóis, já dormiu na rede, já tomou vento no rosto, posou para milhões de fotos, acenou para as pessoas, já viu Rally Dakar ao vivo e a cores.


Parabéns então, Davi, Lu e Adão
!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Supersincero mode off

Faz uns dez dias que isso não sai da cabeça. Com tantas mudanças à vista, porque não mudar, ele mesmo, algumas coisas que o incomodam?

Por que se tornara tão grosseiro?
Por que um deboche tão visceral?
Personalidade tem limite.
Uma espécie tranca social.
Que, ele sabia, tinha facilidade para arrombar a fechadura.
O problema é fazer isso sempre.

Poderia vir de longe, lá de 2002/03, quando delfinhou, incrédulo, diante de mentiras deslavadas.
Aquelas que o fizeram se fechar numa caverna submersa, fria. Mas com vida escondida.
Dessas que o Discovery encontra, mergulha, filma, e a gente diz: "caramba, que troço bonito"

Seria, então, a úlcera surpreendente que teve em 2009?
Estava lá, aquele buraco no estômago
Diagnóstico óbvio: engolindo sapos demais.

Resolveu inverter o processo
Era ele quem botava para fora cobras e lagartos
Muitas vezes, sem cerimônia.
Várias vezes, rebatia com mais força do que recebia.
Parecia querer ficar por cima.

Embrulhado na bandeira da sinceridade
Feriu
Esqueceu das entrelinhas, que ele mesmo valorizava
Confundiu transparência com grosseria.

Esqueceu que seu tamanhão, a voz grave
e o jeito estabanado e explosivo tornavam aquilo exponencial.
Avisado, ele foi
Mas era mais fácil lançar fumaça,
Atear fogo, mudar o foco.
Ainda é.

Insistiu e decidiu.
Começaria devagar, Engolindo um sapo ou outro.
E quando se desse conta, perceberia que aquelas raquetadas não eram mesmo necessárias.

Num Ano Novo com tantas metas ousadas, por que não exercitar sua paciência?



EXERCITANDO A POLIDEZ

Rodrigo. A recomendação aqui é clara: você não poderá agir de maneira completamente espontânea, dizendo tudo o que lhe vem à veneta. Ainda que você saia com a sensação de estar se portando com falsidade, será preciso estratégia e diplomacia para lidar com algumas circunstâncias difíceis. Ande pelas beiradas e evite os confrontos diretos a qualquer custo. Vivemos em sociedade e muitas vezes as circunstâncias exigem “planejamento comportamental”, demandando que aprendamos a sorrir para pessoas que não apreciamos. Sua paciência será recompensada.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Caligrafia




















Faz três meses que ele jurou: voltaria a ser protagonista.
Controlaria de novo a escrita, mesmo que afobada.
Não importaria se carregasse nas tintas. Era a sua caligrafia.

E com a pena na mão, moveu-a feito um elefante com obesidade mórbida.
É só falta de prática, pensou.
Ou talvez fosse exatamente o que queria naquela hora.

O exagero de Almodóvar
Que deveria, esse sim, ter dirigido "Frida Kahlo" o filme.
Na vida imediatista e intensa, houve tempo para ela, a intensa Frida.
E na frente da TV, as lágrimas dele, que tinham trezentos e vinte e sete motivos para rolar,
Vieram.

Engoliu o salgado, soluçou, tossiu,
Contraiu tanto as mãos que as unhas marcaram fundo a carne.
E agradeceu por existirem
Ele, ela, elas.
As lágrimas.
E as tintas também.



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Desastre é com a Defesa Civil

Esse tornado que passou por SC semana passada levou um monte de coisa boa, inclusive vida. A tristeza é grande lendo textos, ouvindo histórias e observando a destruição pelas lentes.

Mas tem coisa "inacreditível", que só deve acontecer com a nossa bendita Defesa Civil de SC.

Sexta-feira de noite, quase sábado, dúvida maldita para liberar a página: o que raios é uma pessoa deslocada? Alguém que foi arrastada pela ventania, pela água, pela terra?

- Alô, é da Defesa Civil Estadual?
- Sim senhor
- Com quem eu falo?
- Aqui é o Sargento Garcia (nome alterado para preservar a fonte)
- Ôooo, sargento.... o senhor pode me explicar qual a diferença entre desabrigado, desalojado e principalmente, deslocado?
- Ah, pois não...
- É que desabrigado era quem ia para ginásio, essas coisas. Desalojado ia para casa de amigos, parentes né, sargento?
- Isso... isso
- E o deslocado, é o que?
- Ah, então... é que agora tem essa categoria... Deslocado é o seguinte. Separamos agora quem vai para casa de amigos e parentes. Quem fica com amigos é deslocado. E família, aí continua desalojado
- Mas por que isso? Não é mais difícil de contar?
- Olha... então, foi o que criaram...
- Tá certo, então... obrigado viu seu Garcia?!
- Qué isso, tamos às ordens.


Tava difícil de acreditar. Foi melhor consultar os colegas de outro jornal

- Deslocado? Pra gente disseram que é quem precisa sair da cidade.
- É... faz mais sentido...

tã tã tu tu tu tã tã tã
tuuuuuuu....

- Alô, sargento Garcia?
- Pois não?
- Então, eu falei com o senhor agora há pouco... tá lembrado?
- Sim, claro, claro, prossiga
- É que eu ainda tô com dúvida. Uns colegas da imprensa disseram que deslocado é quem sai da cidade. E o senhor me disse que é a pessoa que vai para a casa de amigos. O que tá certo afinal?
- Olha....

Silêncio curto e interminável

- Na verdade, viu... as duas coisas tão certas
- Hã?
- É que funciona assim... Na verdade deslocado é um termo usado bem para o interior sabe... Então... no interior geralmente as pessoas não têm amigos na mesma cidade... porque as cidade são pequenas... daí elas vão para a casa de amigos, mas em outras cidades... entendeu?

Silêncio do lado de cá...

- Sim, sim... entendi, mas aí fiquei com outra dúvida.
- Diga...
- E se eu for para a casa de um parente fora da cidade?
- Ah, aí é sempre desalojado!

Ainda bem que ele não quis complicar, né?

Eu só me pergunto quem vai consertar o desastre e os estragos jornalísticos provocados pela própria Defesa Civil...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um bico na valsa

Não dançar a valsa no casamento anda quase tão comum quanto era dançá-la.

Aqui, além disso, ainda teve um investimento. Nunca tinha visto nada parecido! Eu achei BEM legal :D

A Ana e o Julimar ensaiaram muito bem essa bicanca no balde. E pelo visto, a profe foi a Aninha.

Casamento do meu ex-colega de facul com a minha colega de trabalho de trabalho. Que bom que a vida foi justa, e pessoas legais se conheceram e, tomara, sejam felizes até o fim dos dias.

Uma das festas mais divertidas e alegres deste ano!

O vídeo é um futuro fenômeno do Youtube.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Faz parte do meu show

Essa talvez seja difícil de entender, porque só vendo a figura pra saber.

Seria preciso conhecer o músico meio espaçoso que só não faz como a Suzana Vieira, de roubar o microfone do Videoshow, porque ele é um cara gente fina, mas meio fora da casinha. E ela é uma otária mesmo.

Foi semana passada, no Liverpool, um bar tão legal em Joinville que, por isso mesmo, se arrasta.
Betinho toca sextas-feiras no Fritz, ou Gutz, boteco que vou desde que me mudei pra cá. Com seu chapéu crocodilo Dundee, ele é intermunicipalmente conhecido por seu jargão: "Ó meu Brasil!" Está sempre às voltas com uma bandeira do país.

Era quinta-feira, show de uma das bandas mais legais da cidade, a Reino Fungi. Com eles, a Karadura. Tributo ao Raulzito. Heineken descendo bem, som maneiro.

Aí acabou o o show. O pessoal das bandas chamou quem queria cantar, dar uma palhinha, pra encerrar cantando tipo maluco beleza. O tal músico tava por lá, um pé no palco, outro no degrau. Cantou de canto de boca no microfone do lado da caixa de som. Mocozado. Isso no começo.

Porque quatro músicas depois, o queridão já tava bem no meio do palco, dominando a parada. Tomou o microfone dos vocalistas, embrulhou a bandeira no pescoço feito um cachecol, gritou "Ó meu Brasil" loucamente.

Eu e o parceiro de copo já estávamos incrédulos, rindo, e até esperando pela... hm... participação. Mas aí o cara se superou. Quando acabaram todos os bis, ele mandou essa

- Valeu gente! Queria muito agradecer a presença da Reino Fungi e da Karadura aqui, nesta noite!

Só faltou querer inteirar o couvert!