sábado, 31 de janeiro de 2009
O carona, a placa e o radialista
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
A bicicleta e o porteiro
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Papagaio no apito

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Táxi

Madrugada, meia dúzia de taxistas conversavam no ponto.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Quarto errado
sábado, 9 de agosto de 2008
Voltei, e de bicicleta!
Eram umas cinco da manhã de ontem, sexta. Eu tinha acabado de sair do boteco. Tava um frio que não fazia meses. Chuva, vento frio. Eu sabia que ia tomar umas cervas depois do trampo e me precavi: fui trabalhar de bike. Mas foi só na volta pra casa, com a chuva, estrada vazia e uma música legalzinha do Engenheiros (A Onda) que me lembrei, sei lá porquê, deste blog.
Lembrei que o meu último post foi exatamente sobre a bike.
Subindo a morrebinha da Marquês de Olinda me deu um desespero que me dá de vez em sempre. O de a minha vida ter passado e eu não ter coisas legais apra contar. Coisas que aconteceram fora do trabalho.
Legais, quero dizer, diferentes. Coisas que a gente conta para os outros e faz a gente rolar de rir. Ou, no mínimo, me faz lembrar e pensar "pô, que bom, tô oxigenado".
Quando estava quase descendo da bike (mesmo com marchas), lembrei de algumas coisas. Ufa! Tõ vivo, não como realmente gostaria. Mas tô lá nos 65, 70%. O que tá de bom tamanho.
Então a volta é pra isso. Aloooow, estou vivo. E também em outro endereço, profissional.
Tô que nem correspondência que chega em dois lugares:
Blog do Trabalho, em parceria com um amigo gente boa e sarcástico:
www.an.com.br/impedidos
A partir de hoje:
Humorômetro:
( ) Vermelho (Completamente puto da cara)
( ) Laranja (Emputecido, melhor me deixar na minha)
( ) Amarelo (Tô meio imprevisível. Mau-humor à vista
(X) Azul (Tô legal, sossegado, fazendo piadinha e reclamando menos)
( ) Alguma coisa muito boa deve ter acontecido. Mas também não vou contar qual é.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Pedala, Rodrigo!
É curioso como uma obrigação pode virar diversão. Mesmo em situações aparentemente bobas. Como essa:Realmente não tenho muita paciência para academia. Ao menos desde que saí de Piçarras. Lugar pequeno, pessoal bacana, donos-professores gente boníssima.
Agora não. Muita gente, horário ruim (mesmo que seja a hora que der), exercícios que me dão sono. E vontade de ir praticamente só na quarta-feira, quando tem jogo bom na TV, quando a gente está na esteira.
Enrolei, fiz que ia e não fui, até que mandei arrumar a bicicleta. Não a minha, porque a que eu tinha roubaram no meu antiiigo prédio e tiveram a cara de pau de me deixar uma muito da podre.
Prejú no bolso pra arrumar a magrela. E a barriga nada de sumir. Primeiro passeio. Uma morrebinha. Cheguei esbaforido no bairro Iririú, só uns quatro ou cinco quilômetros do meu apê. Ainda pedalei, na chuva. E me senti esperto porque fiz uma gambiarra para o MP3 ficar pendurado. Graaaaaande coisa!
Andei mais uns dois dias. Até o centro. Parada no shopping pra comer. Volta. Arruma mais a bike. Coloca outro descanso, dá um banho esfregando tudo. Quebra o selim, arruma. Põe retrovisor.
E não é que comecei a curtir? Eu, a bike e o vento.
Acho que o bom é não ter pressa. Como disse um amigo meu, pedalante profissional. "É o tempo ideal. A pé não dá, e de carro tu não percebe nada". Ainda que sutilmente, transgride-se. Uma contramão muito bem-vinda, que evita a subida e ainda serve atalho.
Dane-se a calçada, é só empinar a roda da frente. E dependendo da hora e lugar, eu vou muito mais rápido que os carros. Que realmente não tão muito aí pros bicicleteiros e ciclistas. Qual a diferença? Eu sou bicicleteiro. O Márcio May é ciclista. Somos quase dois extremos. Tem gente que não concorda muito com a minha classificação, "pejorativa". Só podem ser bicicleteiros que nem eu, né?
Agora que venho e vou para o trabalho de bike quase todo dia (e sem cansar!), ainda me surpreendo e me curto o que vejo e percebo. Como passei tantos anos sem isso? Não é tudo que deveria fazer. Mas já ajuda um pouco.
Nem precisa fazer piadinha. Eu mesmo me encarrego disso: pedala Rodrigo!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Flores

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Telescópio
Para uma segunda-feira de trabalho, um trecho de um livro que gosto muito:É uma passagem sobre o conselho que Garcia recebeu de um velho correspondente do Jornal do Brasil na Argentina, quando eles se encontraram por lá, na morte de Peron. Resume muito do que penso sobre o jornalismo. E procuro executar, nessa trincheira contra o texto insoso.
"Você poderia ter escrito tudo isso usando um potente telescópio, de Marte ou da Lua. Está tudo muito bem escrito, isento, neutro, claro, objetivo. Mas está tudo incolor, inodoro e insípido. Certinho demais. Você precisa botar cheiro nisso, sentimento, emoção. Você precisa mostrar para o leitor que você estava lá dentro, ao lado do caixão do Peron, no meio das pessoas que choravam".
Não é novo, não é inédito. Mas é que nem chocolate. De vez em quando, um texto assim faz a gente se deliciar, escrevendo ou lendo.
"Nos bastidores da Notícia", do Alexandre Garcia. Aquele que apresenta o jornal Nacional de vez em quando e tinha um quadro maravilhoso de crônica no Fantástico dos anos 80 e comecinho dos 90.
Boas energias nesta semana!
Vamos sobrevivendo, respirando fundo quando dá - ou quando precisa.
sábado, 26 de janeiro de 2008
O Caçador de sonhos

O barulho do vento, as cores das pipas, do céu muito azul, ainda estão na cabeça. Ficaram adormecidos por alguns meses. E apareceram na telona. O livro não está entre os meus favoritos, o final também não, mas a idéia, essa sim. "O Caçador de Pipas" é bom e ruim, e acho que por isso mesmo é best seller. Tanto filme, quanto livro.
Uma história sutil contada em duzentas e poucas páginas. Ou em parte delas. Gostei muito, muito do começo, da sensibilidade do autor. Mas a volta de Amir ao Afeganistão mais pareceu uma viagem ao México das novelas. Muito drama, exagero. um passo a mais, e outro a mais. Tipo aquele jogador que já fez toda a jogada e quer dar mais um toque.
Estranhamente, aí está um mérito do filme suprimiu aquele dramalhão para levar Sohrab para a América. Ainda bem que Kosehini se achou no final com aquela cena da pipa, que era até previsivel como amarra. Mesmo assim, encanta.
Estava curioso para ver, em segundos, as descrições das cenas que engoliam páginas. Gostei de muitas, como os encontros no alto da colina: "Hassan e Amir, Sultões de Cabul". Hassan, com seu rosto de lua cheia e seu sorriso simples, é incrivelmente parecido com as descrições. Não fosse o lábio leporino, que está naas páginas e ficou de lado na adaptação, seria perfeito.
A conturbada relação entre Baba e Amir também passou meio batida. Uma fala apenas, praticamente. Imaginava baba com um vozerão, um cara grande, tipo um Brutus (aquele do Popeye) de turbante. Mesmo assim, é a melhor atuação entre os adultos. Soraya e o general Taheri também são super Parecidos. Soraya, seus cabelos e seu "nariz adunco". As atuações ficaram devendo. Tudo bem, a gente acostumado com hollywood e novela da globo, e ator do Afeganistão que de repente vira rosto conhecido em todo o planeta. Não foram mal, mas estiveram longe de ser brilhantes. Repito, as crianças foram demais!
Ah! faltou a conversa importantíssima entre Soraya Jan e Amor eles no telefone. E o soco Inglês de Assef, quando pequeno e depois, no Talibã. Muito boa a cena importante do filme, quando pegam Hassan! Maldito trailer, que estraga o segredo logo de cara.
E minha última crítica: Caramba, que mal feita a cena da briga no final. Po, podiam ter caprichado mais. Parecia que tavam com pressa. Outra observação: Tudo bem que deve ter sido um perrengue rodar o filme e falar do afeganistão, mas o quebra-pau dos russos e do Talibã passou quase despercebido.
Não vi outros, mas acho que O Caçador de Pipas mereceu a indicação ao Oscar pela emoção que consegue transmitir. Mesmo se estendendo por duas horas e capando detalhes no livro. Lágrimas, daquela que a gente nem sente que estão chegando, logo vão. Não ardem, só aliviam.
"Há uma maneira de ser bom de novo"
"Por você, faria isso mil vezes"
Difícil quem tenha visto e não tenha saído do cinema com as duas falas no ouvido, como se alguém sussurrasse.
No fundo, mexe com algo que todo mundo deve ter dentro de si: Uma chance de corrigir um erro do passado. É uma história de esperança e desgraça do homem. Comigo, funcionou bem. E A trilha sonora só fez melhorar.
Ainda não viu?
O site oficial é esse aqui e tem muita coisa:
www.kiterunnermovie.com